quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Theodora diz


Mick, I wanna be your man.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Theodora estava louca para ver "Gimme Shelter" principalmente por causa do Mick Jagger, muso absoluto. Foi Keith Richards, no entanto, que, com seu rosto delgado, olhos verdes, camisetas apertadas, calças coloridas e botas de python, naquele filme, ganhou seu coração.


"Keith (Gimme Shelter)", 2004, óleo sobre tela, de Elizabeth Peyton. Imagem extraída do nytimes.com.

domingo, 16 de novembro de 2008

R.E.M. em São Paulo

Michael Stipe é muso #2.

Foto de Thiago de Barros Fontoura

Theodora adora

Michael Stipe é muso.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Haute couture não sabe coser.
Theodora, por isso, se basta
com seus pensamentos prêt-à-porter.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Esperança

Quando Theodora surtar, gritará de si para fora. Avistará do telhado terra estrangeira que, por causa de um grito, se tornará sua.

Quando Theodora enlouquecer, desenvolverá esqueleto verde e asinhas, porque pousar é preciso.

Viver não é preciso.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Noite e dia
trabalha a formiga. Com inveja
da cigarra vadia.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Theodora hearts Antoine Doinel



Theodora apaixonou-se perdidamente por Antoine Doinel. Sim! Ele mesmo, o alter-ego de François Truffaut que aparece em cinco de seus filmes: "Les quatre cent coups", "Antoine et Colette", "Baiser volés", "Domicile conjugal" e "L'amour en fuite".

É verdade que a queda que Theodora tem por Antoine se estende a Jean-Pierre Léaud, que mantém o charme até hoje. O último filme que viu com este ator foi "O Pornógrafo" - o qual recomenda àqueles que tenham bom gosto* -, que conta a história de um ex-diretor de filmes pornôs que, depois de anos, por dificuldades financeiras, é obrigado a voltar à ativa.

O filme é de uma melancolia silenciosa, pontuada por bons diálogos entre o Pornógrafo e seu filho - o qual saiu de casa quando descobriu o ofício do pai - e, como não poderia deixar de ser, cenas de sexo.


* Theodora não acredita na máxima "gosto não se discute", provavelmente inventada para justificar o mal gosto de alguém.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Theodora recomenda: Eu sei que vou te amar


Filme escrito e dirigido por Arnaldo Jabor, de 1986. Texto fabuloso que às vezes faz doer no peito.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Encaixotamento

Theodora guarda em uma caixinha de madeira forrada de veludo preto suas maldades. Não todas, porque não há espaço suficiente, mas tão-só as mais bonitas. As que reputa mais requintadas.
Vez ou outra, semeia-as em algodões úmidos e coloca-as ao sol, para vê-las germinar, observar a trasnformação dos cotilédones em folhas miúdas e, logo em seguida, a sua morte.
São tristes os raminhos mortos das maldades bonitas. São também bastante eficientes quando utilizados como adubo orgânico.
Theodora não vê graça nas bactérias, porém vê na tristeza um certo charme. Charme fecundo que mantém em uma outra caixinha, aberta somente em ocasiões especiais.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

"Pro dia nascer feliz"

Este fim de semana, Theodora assistiu ao documentário "Pro dia nascer feliz", de João Jardim.
Descobriu-se, ainda, muito adolescente, apesar de não mais contar com a aconchegante selvageria da escola, a confortável idéia de fazer vestibular ou com o fato de cursar uma faculdade.
Lembrou-se que aos 16 comia menos, dormia menos, namorava menos.
Lembrou-se também das fantásticas pessoas que a cercaram à época. Sentiu saudades, muitas saudades.
Saiu feliz do cinema. E foi trabalhar contente na segunda-feira.

domingo, 13 de maio de 2007

Solitário fumava seu cigarro. Soberano, com aquele ar de realeza que só possuem os fumantes bonitos. Muito embora eu tentasse, a qualquer custo, chamar-lhe a atenção, não me olhava, como uma forma de penalização por minha vaidade hedionda.
Fumavam-me, assim, seus solitários cigarros.
Um após o outro.

domingo, 22 de abril de 2007

A girl's best friend

Sete saias de filó.
De uma barata epífana,
cravejada de diamantes.

Patinhas enfeitadas com cem pontos luminosos.
Um quilate!

Sete quilates de mentiras
rosas e gostosinhas.
Com aroma de baunilha.

Triste e pobre baratinha.

Ploc

Bolhas.
Coisinhas delicadas.
Ante à aparição da esfera translúcida, o impulso é apanhar uma agulha, limpá-la com um chumaço de algodão embebido em álcool e picá-la.
- Ai!
- Não faça isso! Espere que sare sozinha. Com o tempo.
Esperei.
Porém ela em meu pé permanece.
Seca.
Mas aqui permanece.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Piquenique

Piquenique combina com bolo de cenoura coberto com chocolate. Com toalha xadrez, sol, sorrisos e cesta de palha. Jamais participei de um piquenique assim. Recordo-me de um em que machuquei os joelhos e de outro em que estava o dia muito cinza e o vento algo gélido. Aquele bolo de cenoura chegou a existir, mas era ele fino, embatumado e desforme. Findou sendo esquecido. Nunca mais comi bolo de cenoura achocolatado. Nunca mais comi bolo algum.